O Fundo de Energia (FUNAE) já instalou mais de 90 mil sistemas solares residenciais autónomos em diversas regiões do país, no quadro da implementação do projecto ProEnergia+, em curso desde Fevereiro de 2025 e com conclusão prevista para Novembro de 2027.
Este progresso representa um passo significativo rumo à meta de disponibilização de 210 mil sistemas solares em todo o território nacional, contribuindo para o alcance do objectivo de acesso universal à energia até 2030.
Modelos de implementação
A disponibilização dos sistemas é feita através da Facilidade +ENERGIA, com base em dois modelos principais:
PAYGO (Pay-As-You-Go): permite aos beneficiários adquirir os sistemas através de pagamentos faseados, enquanto utilizam o equipamento;
EaaS (Energia como Serviço): consiste no pagamento de uma taxa mensal pelo serviço de energia, mantendo a titularidade do sistema com a entidade fornecedora.
Do total previsto, 180 mil sistemas serão implementados via PAYGO e 30 mil através do modelo EaaS.
Cobertura geográfica
Com financiamento de cerca de 19 milhões de dólares americanos, disponibilizados pelo Banco Mundial, o projecto já beneficiou várias províncias, nomeadamente:
Nampula – 27.266 sistemas; Zambézia – 15.721; Sofala – 12.423; Tete – 11.863; Maputo Província – 5.602; Inhambane – 4.643; Gaza – 4.088; Manica – 3.894; Maputo Cidade – 3.377; Niassa – 2.696
Soluções ajustadas às necessidades
Os sistemas solares distribuídos apresentam diferentes capacidades, de acordo com o perfil de consumo dos agregados familiares. As soluções variam desde sistemas básicos (Tier 1), capazes de alimentar iluminação, rádio e carregamento de telemóveis, até sistemas de maior capacidade (Tier 5), que suportam equipamentos como televisores, múltiplas lâmpadas e pequenos frigoríficos.
De acordo com Arão Machava, Coordenador da Unidade de Implementação de Projectos (PIU) financiados pelo Banco Mundial no FUNAE, estas soluções estão a gerar impactos positivos na qualidade de vida das comunidades beneficiárias.
Contributo para a electrificação nacional
Actualmente, a taxa de acesso à energia em Moçambique situa-se em 66,4%, sendo que iniciativas como o ProEnergia+ desempenham um papel determinante na expansão do acesso, sobretudo em zonas fora da rede eléctrica nacional.
A implementação das acções é acompanhada pela Unidade Integrada de Planificação e Coordenação de Electrificação (UIPCE), criada pelo Governo através do MIREME, com o objectivo de assegurar a coordenação, monitoria e definição de prioridades no processo de electrificação, privilegiando soluções de menor custo e maior impacto.


































